
NEM ÉTICA NEM...
Quando há dias questionei onde estava a "ÉTICA" no aproveitamento de situações que consideramos inadmissíveis, alguém disse o que movia os portugueses era a ganância.
Se calhar teremos de dar a "mão à palmatória" o que move a grande maioria é a ganância, depois com as armas legalmente obtidas nas alterações feitas ao código de trabalho e a inércia da nossa justiça, temos os pressupostos que originam situações como a dos empregados informados de despedimento por SMS.
Ficámos todos chocados, concordo, mas "on-line".
Este é o grande drama da sociedade actual, o conhecimento quase instantâneo do que está ocorrendo no mundo, ainda que isso não signifique a consciencialização dos dramas vividos.
Até o dono da dita empresa, pessoa muito sensível por sinal, tão sensível que enviou mensagem para o telemóvel, por não ter coragem de encarar os trabalhadores.
Isto é a justificação do senhor, mais uma vez ocultando-se das câmaras, os sentimentos daqueles trabalhadores que o ajudaram a construir o seu meio de subsistência, não valiam o sacrifício dos encarar e explicar o motivo do encerramento imprevisto.
Pior que as leis que sancionam tantos atropelos nas classes mais desfavorecidas, é a insensibilidade que aos poucos nos foi invandindo e fez com que nos limitemos a assistir a tantos atropelos como se de um filme se tratasse.
Desligámo-nos tanto da realidade que até acreditamos "só acontece aos outros", pobres seduzidos, hoje foram eles, amanhã serão os nossos vizinhos e amigos, canhando até já temos familiares sofrendo, mas como a nossa porta ainda está de pé, sentimo-nos seguros.
GIA
Gia,
ResponderEliminarOportuna, esta chamada de atenção, deveria fazer-nos pensar sobre nós próprios e o que nos rodeia de forma menos capciosa... porque, face a esta consciência, se impõe a pergunta: será que ainda mantemos a indispensável humildade que nos permite o reconhecimento solidário?
Abraço :)
Cara Ana
ResponderEliminarÉ hábito dizer-se que somos um povo generoso, também existem de facto muitas honrosas atitudes de voluntariado e aderência às grandes causas.
Porém quando se presenteia com férias companheiros de jornada e no seu regresso são enviados para o desemprego por SMS, carta ou ainda por portão fechado, onde para a nossa solidariedade?
Penso que ainda consigo ser solidária, para quem me está próximo sou mas, será que o serei assim tão desinteressadamente?
Um abraço
Gia