
Na primeira noite, eles aproximam-se
e colhem uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam o nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles,
entra sozinho em nossa casa, rouba.nos a lua,
e, conhecendo o nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.
Cara Gia,
ResponderEliminarDescobri o seu blogue através da sua ligação ao meu - o que muito lhe agradeço e que me deixa feliz.
Obrigado pela publicação deste excelente poema de Maiakovski e... escreva mais!... Devia mesmo escrever mais, sabe?... porque tem uma bonita forma de contar histórias e isso é um talento pouco explorado pelos jovens.
Um abraço amigo e solidário :)
Ana
ResponderEliminarJá algum tempo que a sigo no "A Cinco Tons", primeiro foi o nome que me levou a sonhar poder ter encontrado familiar de uma amiga que há muito partiu.
Uma alma nobre que sempre viveu de uma forma plena de acordo com a sua consciência, pouco ligando para os preconceitos então impostos.
Depois foram os seus textos que me levaram a si.
É muita generosidade a sua achar mérito em pequenos escritos que faço para retratar o que penso.
Um abraço
Luzia
Gosto do seu blog.... Obrigado pela sua passagem por Ondjira Sul.
ResponderEliminarKandandu